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sábado, 5 de março de 2016

Equipe acarauense é tema de reportagem em site paulista que destaca o clássico entre Ponte Preta e Guarani

Ponte Preta do Grolado – Uma experiência de paixão sem fronteiras
Acaraú. Interior do Ceará. Zona Rural. Distante cerca de 240 km da capital Fortaleza. Município que é tido o “maior produtor de lagostas do País”. Ali também é ponto de encontro de gente apaixonada por futebol.

Não à toa, o tradicional campeonato municipal, cujo campeão leva para casa o prêmio de R$ 1 mil reais, costuma reunir mais de 40 equipes. E é jogo duro. Os times disputam os atletas no bolso oferecendo cachês que variam entre R$ 50 a R$ 100 reais por partida. Os confrontos reúnem torcedores “fiéis” que quase sempre são também parentes de algum atleta.

Pois bem. Ali, no interior do Ceará, mais de 3 mil quilômetros de Campinas, é que encontramos o motivo dessa história estar aqui no Só Dérbi. Trata-se da equipe Ponte Preta do Grolado FC que, não por coincidência, tem o mesmo nome, mesmo escudo, mesmas cores e mesma mascote da Macaca de Campinas. Uma história que descobrimos através das redes sociais é das mais emocionantes quando se trata de futebol “paixão nacional”.

E Começa assim: Era uma vez um torcedor da Macaca que mudou com a família, de Campinas, para Acaraú. Na bagagem, entre outras coisas essenciais, estava sua coleção de mais de 15 camisas do time do coração. O nome dele é Maurício Dorigatti. O cara que levou a Ponte Preta para o interior do Ceará. E Lá, conheceu o professor Francisco Solon Di Araújo Neto, o “coordenador” do então Grolado FC (O nome do bairro onde vivem). “Aqui na cidade todos sabem da nossa paixão pela PONTE PRETA, Estamos sempre com as camisas da Macaca”, orgulha-se Dorigatti. 

Solon, que é professor dos filhos de Dorigatti, não só ouviu sobre a trajetória da Ponte como contou aos colegas de time. Reuniram-se para ver algumas partidas da Macaca pela televisão e passaram a acompanhar com certa simpatia. Até que surgiu a ideia: porque não ser a Ponte Preta do Grolado? 

Com a ajuda de Maurício, confeccionaram uma réplica da camisa da Ponte. A organização do time, a estrutura, apesar da simplicidade, faz inveja. Eles possuem até crachás de identificação para atletas e sócio-torcedores. E tratam a camisa da Ponte como verdadeira relíquia. “Somos uma das equipes que tem o melhor fardamento do Municipal”, diz o atleta Wellington Sousa, que é também assistente de pedreiro. Ah, por fardamento, entenda uniforme.

Trajetória

“Nosso time tem três anos e já no ano passado ficamos entre os dez melhores do Campeonato Acarauense. Este ano, o torneio será disputado por regionais e nós somos sede de uma delas”, conta Sousa, meia-atacante do time. A estreia na competição está marcada para Abril. “Estamos otimistas porque temos um elenco bom. Como não temos para pagar cachês, a gente investiu nas categorias de base”, conta Sousa.

O grupo de 20 atletas tem idade variado de 17 a 35 anos, sem o menor preconceito. Basta ser bom de bola. “A gente fica de olho no pessoal do bairro quando se encontra para jogar. Quando tem algum que se destaque, fazemos um teste no time”.

Os jogos quase sempre são areia, até porque campo com gramado por lá é “artigo de luxo”. Os treinos ocorrem sempre no final da tarde, após o expediente de trabalho, e rolam na praia. Sem chuteiras, mas com muita disciplina e… felicidade!

Torcedores, a distancia! 

Eles nunca estiveram em Campinas. Não fazem ideia de como é o Moisés Lucarelli. Nunca chegaram perto de um atleta da Macaca. Mas paixão é assim. Sem explicação. Pelas redes sociais, os atletas do Ponte Preta Grolado FC aproximam-se dos pontepretanos “reais” e se permitem até discutir resultados, contratações, notícias. “O Alexandre Gallo (treinador) tem tudo para ser um dos melhores da Ponte, mas é só não se acomodar como outros técnicos brasileiros “, diz Di Neto. 

Reinaldo, pela história de superação, também tem o carinho dos colegas de profissão. “Fiquei feliz por ser dele o gol da vitória contra o São Paulo”, conta Wellington.

Pelas fotos postadas nas redes sociais nota-se o orgulho de vestir a camisa de um clube centenário. E mesmo que nem todos os atletas saibam explicar muito sobre o time de Campinas, os fundadores sabem. “A gente acompanha as notícias pelos sites e pelas páginas das redes sociais de outros torcedores. E até ficamos triste porque achamos que a Ponte merece mais títulos. Se depender de nós, vamos fazer nossa parte”, diz Wellington.

Por ora, enquanto se preparam para a estreia no Municipal, a preocupação (e o sonho) é ter um segundo uniforme. Contam que o preto é o preferido, embora tenham achado o amarelo “bonito”. “Mas o preto é o tradicional”, justifica Solon. A confecção esbarra, no entanto, no orçamento limitado. “Tivemos uma boa ajuda financeira para fazer a camisa branca, Estamos buscando agora para ter o preto”.

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