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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Capitão Wagner vira candidato de Tasso e parte da categoria estaria se sentindo traída

Após se firmar como candidato de Tasso Jereissati, político que consideraria como um guru-inspirador, Capitão Wagner teria gerado um mal-estar dentro da sua maior base eleitoral. Para muitos, ter Tasso como líder, poderia fazer com que Wagner talvez seja visto como um traidor de sua própria categoria.

O ato para declarar oficialmente o apoio de Tasso à campanha de Wagner aconteceu na manhã da última sexta-feira (03), momento em que foi assinado um termo para que o pré-candidato, defenda algumas das principais bandeiras do PSDB.

O descontentamento parece ter sido tão grande que, em uma das páginas de maior sucesso de apoio ao pré-candidato, " Somos Capitão Wagner", com mais de 6 mil seguidores, palavras de baixo calão, como “cretino”, “golpista”, “oportunista” e “fantoche do Tasso” foram proferidas contra Wagner depois de ser anunciada a aliança.

“A gente até ouviu falar nessa história, mas ninguém imaginou que fosse verdade, que ele ia se juntar logo ao Tasso. Ninguém acreditava que ele seria capaz de nos dar as costas desse jeito, como uma atitude de oportunista. Foi uma decepção geral, minha, da minha família, dos meus colegas de trabalho”, teria lamentado um policial da categoria de Wagner.

Uma vela para Deus e outra para o Diabo? Ao dar as mãos ao senador, parte da categoria de Capitão Wagner teria se sentido traída pelo fato de que, quando estava no cargo de governador do Estado em 1997, Tasso puniu mais de 70 profissionais da segurança pública durante greve, com prisões disciplinares, transferências, afastamentos, demissões, além de mandar recolher armamentos, carteira funcional e farda. 

Tasso também reduziu o direito dos aposentados e servidores públicos, e sugeriu a PEC 21 que pretendia unificar as Polícias Civil e Militar, fatos históricos que podem se chocar com o que Wagner diz apoiar e, consequentemente, talvez agrave alguma crise de Capitão com sua principal base eleitoral. 

Neste contexto, estaria Wagner acendendo uma vela para Deus e outra para o Diabo?

Fonte: Ceará Notícias

SAIBA MAIS: De acordo com o site dicionariocriativo.com.br, "Acender uma vela para Deus e outra para o Diabo" é uma expressão popular que pode significar: "virar a casaca", "abandonar o barco", "ir para onde sopram as conveniências".

Com Informações do Blog Sobral Em Revista

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