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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Após prisões de vereadores, Câmara de Itarema empossa suplentes e elege nova mesa diretora

Oito vereadores e servidores da Câmara foram presos suspeitos de envolvimento na contratação de funcionários fantasmas

Após a prisão de oito vereadores, a Câmara Municipal de Itarema, no interior do Ceará, realizou nesta quarta-feira (19) uma sessão extraordinária para eleger a nova mesa diretora da Casa Legislativa. Os oito vereadores suplentes que ocuparão o lugar dos parlamentares presos também foram empossados e ocuparão lugar no quadro da Câmara. As prisões ocorreram durante uma operação do Ministério Público Estadual que investiga um esquema de contratação de funcionários fantasmas.

A votação para nova mesa que coordenará as ações na Câmara Municipal ocorreu durante a manhã. Os oito vereadores suplentes que foram convocados e os outros cinco parlamentares que não foram presos votaram em uma urna e depois se reuniram no interior da casa.

O vereador Francisco Chagas Carneiro foi eleito o novo presidente da Câmara. Os outros parlamentares eleitos para compor a mesa diretora são suplentes dos vereadores que foram presos, são eles: Paulo César Júnior Rios (ice-presidente), Arthur William Marreiro Rios (primeiro-secretário) e José Grijalva dos Santos (segundo secretário).

Os demais suplentes empossados são os vereadores Carlos Jean Costa Furtado, Irade Vasconcelos Cordeiro, José Edson Anastácio Costa, Manuel Mecias de Andrade e Sebastião Onete de Oliveira. Os demais parlamentares da Câmara de Itarema são Francisco José Braga de Sena, João Carlos Junior Gomes, Maria Meiriane Santos Nacimento e Maria Virgínia Monteiro Rodrigues.

Operação Fantasma

A Operação Fantasma, que já teve três fases, investiga um esquema montado para desviar recursos públicos por meio de contratações de servidores da Câmara dos Vereadores de Itarema. A investigação teve início em abril deste ano, após denúncias de uma pessoa que se sentiu prejudicada por não conseguir receber benefício previdenciário em razão de um suposto vínculo com a casa legislativa, que até então era desconhecido pela vítima.

Oito vereadores suspeitos de envolvimento no esquema estão presos, entre eles o ex-presidente da casa, João Vildes da Silveira, que teve o pedido de soltura negado pela Justiça na segunda-feira (17). A defesa do vereador havia pedido habeas corpus no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), solicitando o processo em liberdade.

Além dos parlamentares, servidores da Câmara e da Prefeitura também foram presos suspeitos de envolvimento no esquema criminoso. Eles são suspeitos de suspeitos de estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato.

Durante as investigações, o MPCE verificou que várias pessoas haviam sido contratadas pela Câmara Municipal de Itarema, de onde recebiam salários sem comparecer ao legislativo. Também foi constatado repasse de quantias de salários para vereadores, bem como a existência de inúmeros vínculos fantasmas com o órgão.

Funcionários contratados também eram obrigados a repassar parte de seus salários aos vereadores investigados. Servidores parentes de parlamentares prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara e recebiam os vencimentos em espécie e diretamente dos representantes legislativos na própria Câmara dos Vereadores.

G1

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