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sábado, 16 de setembro de 2017

Produtores cearenses buscam revitalizar a cultura do caju. O Vale do Acaraú é exemplo

Após um longo período de estiagem, o caju, pseudofruta tropical brasileira muito apreciada, está voltando à mesa do cearense. O período de colheita deste ano já começou na região mais tradicional dessa cultura agroindustrial no Estado.

Quem cruza os municípios de Ocara, Chorozinho, Aquiraz e Pacajus, percebe, no olhar e no perfume, a sua chegada. Mesmo assim, neste ano, o Ceará deve colher apenas 42 mil toneladas de castanha. Esses números representam apenas 37% da sua produção. A estimativa é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerado o epicentro da cultura do caju no Estado, o Município de Ocara anseia a revitalização dessa cultura, apesar de a colheita se estender pelos próximos meses, até antes do início da próxima estação chuvosa, melhor amparo técnico aos produtores da região.

O Vale do Acaraú, onde hoje estão concentrados os maiores produtores do Estado, é um exemplo. A produção nos municípios de Itapipoca, Amontada, Cruz, Bela Cruz e Acaraú é constante. De lá, são os frutos são transportados diariamente para o Sudeste do País.

A respeito do Ceará no cenário da cajucultura, conforme o supervisor de fruticultura da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) do governo do Estado, engenheiro agrônomo José de Sousa Paz, ainda apresenta posição de destaque no cenário nacional no tocante à sua exploração. O cultivo abrange todo o litoral, estendendo-se a diversos municípios do Semiárido, constituindo-se como uma das poucas e rentáveis opções de exploração da agricultura local e regional.

Hoje, essa cultura ocupa uma área total 384.905 hectares sendo 280.820 de caju comum e 104.085 de caju anão. Em 2016, apesar da estiagem, alcançou uma produção de 15.548 toneladas de caju comum e 15.420 toneladas de anão.

O Acaraú! com Informações do Diário do Nordeste

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