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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Empresa de Acaraú é investigada em operação que prendeu quatro funcionários da Semace

200 mil em espécie foi apreendido na casa dos investigados
O superintendente e mais cinco funcionários foram afastados da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) em operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), deflagrada nesta terça-feira (21), para combater esquema de corrupção no órgão. Dentre os investigados, quatro pessoas foram presas. 

De acordo com a investigação do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPCE, a quadrilha, composta principalmente por servidores comissionados (chamados de "articuladores"), emitia pareceres técnicos que omitiam propositalmente informações relevantes, com a intenção de criar dificuldades inexistentes a empreendedores de diversas áreas, em troca de vantagem indevida.

Os "articuladores" atuavam na fiscalização e emissão de pareceres, e também na orientação e assessoria às empresas que buscam licenciamento ambiental, sempre em troca do pagamento de propina. A organização criminosa atuava há vários anos, segundo o MPCE.

Três armas apreendidas
A operação foi deflagrada para apurar crimes de corrupção passiva, concussão, advocacia administrativa, inserção de dados falsos em sistemas de informação da administração pública e organização criminosa.

Foram presos temporariamente e afastados de suas funções por determinação da Justiça os servidores comissionados Lídia Torquato da Silva, Francisco Elder Moura Barroso e Francisco Heury Fernandes da Silva e o chefe da Informática da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), Luís José de Almeida Correia.

O superintendente da Semace, José Ricardo Araújo Lima, e a servidora comissionada Inês Furtado Sampaio foram apenas afastados das funções.

Além das prisões, equipes da Polícia Civil, do Gaeco e da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e nas dependências da Semace. Foram apreendidos três armas de fogo, R$ 200 mil em espécie e equipamentos de informática, para serem analisados na sequência da investigação.

Empresas também são investigadas

A operação do Gaeco também investiga empreendimentos que teriam relação com o esquema criminoso. São eles: Fazenda Praia Canoé, em Fortim; Fazenda Técnica de Camarões (Tecar), em Jaguaruana; Camarão Real Aquicultura, em Acaraú; Parcelamento do solo Piraquara/Morro dos Caboclos, em Paracuru; o complexo turístico hoteleiro Sun and Sea, em Beberibe; e os postos de combustíveis Brisa Petróleo LTDA; Universal Petróleo LTDA; Aurora Petróleo LTDA; Vitória Petróleo LTDA; Petróleo Itaiçaba LTDA; Líder Petróleo LTDA; e Ultra Petróleo LTDA.

Blog O Acaraú com informações do Diário do Nordeste

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