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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mandioca é cultivada entre cajueiros na cidade de Marco

Considerada uma das principais fontes de renda na agricultura familiar do município de Marco, a cajucultura se mantém em destaque com cerca de quatro mil hectares de pés de cajueiros plantados. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), juntamente com Marco, os municípios de Acaraú, Morrinhos, Bela Cruz, Santana do Acaraú e Cruz, respondem por 30% da produção estadual, o que representa uma renda total de R$ 10 milhões. 

A intensa movimentação econômica criada por esse cultivo gera emprego e renda, em detrimento de outras culturas menores, que se mantém ainda em atividade, muitas vezes por questões culturais, com o conhecimento que é passado de geração a geração, como no caso do cultivo da mandioca. Associada a outros plantios, a mandioca é inserida entre os pés de cajueiro.

"O homem do campo, por ter, muitas vezes, poucas terras agricultáveis, aproveita as entrelinhas do cajueiro para plantar a mandioca. Os tipos utilizados na região de Marco são a "fragosa", comum nos roçados; e a "pretinha", uma variação genética muito mais produtiva, que foi introduzida pela Ematerce há cerca de cinco anos e tem trazido excelentes resultados", disse o engenheiro agrônomo Maurício Sousa.

A cerca de 25 quilômetros da sede do Município de Marco, 33 famílias, da localidade de Batoque que, tradicionalmente, produzem mandioca, têm encontrado no conhecimento científico repassado por meio de cursos, a oportunidade de melhoria da produção; melhor aproveitamento de suas potencialidades alimentares, tanto para o consumo humano, quanto para o animal; além da economia de recursos empregados no campo e também a geração de renda.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Marco, Júnior Osterno, entre as vantagens da adesão à mandiocultura, como meio de subsistência, "está o beneficiamento, melhoramento da produção a custo baixíssimo e o total aproveitamento da mandioca, que possibilita a produção de macaxeira palito, massa para bolos, pizzas, tapioca enriquecida com vitaminas e sais minerais e ração para grandes e pequenos animais como, galinha, peixe e abelhas. Assim, não somente se agrega valor aos produtos, mas aumenta a renda das famílias do Batoque, que hoje vendem um quilo de farinha de mandioca por R$ 2,30. Com a aplicação das técnicas poderão triplicar seus ganhos" explica.

O Município já mantém em fase de elaboração, a marca própria dos produtos a serem produzidos no campo, como farinha e goma, consideradas, por nutricionistas do projeto, de boa qualidade e valor nutricional elevado. O objetivo é comercializar os produtos no mercado local e na região norte do Estado, como resultado do Programa de Desenvolvimento da Madiocultura de Marco, realizado por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), em parceria com o Sebrae/Sebraetec e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece).

Blog O Acaraú com informações
do Diário do Nordeste

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