quinta-feira, 14 de junho de 2018

Erosão marinha deixa Acaraú, Itarema e o Ceará em situação de alerta

Praia de Arpoeiras em Acaraú
O avanço do mar na faixa de praia e a ressaca que assolou Fortaleza há poucos meses, comprovam: o Estado está em alerta devido a erosão marinha, segundo o Ministério da Integração Nacional. De acordo com a vice-diretora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), Lidriana de Souza Pinheiro, 40% do litoral cearense está com erosão instalada.

A erosão marinha acontece quando o mar está consumindo uma parte da praia, avançando na faixa de areia. Segundo o gerenciador do Ministério Costeiro Nacional, Régis Pinto, isso pode acontecer devido a eventos climáticos, como grandes tempestades e ondas, ou pela falta de sedimentos que vem pelos rios.

No Ceará, várias áreas estão com erosão costeira, como Itarema, Acaraú, Icapuí e a própria capital do Estado, Fortaleza. Segundo Lidriana, o importante é reordenar as áreas que não estão com erosão para que elas permaneçam assim. "Com o cenário de mudanças globais, a tendência é que esses processos se intensifiquem, então é muito importante que as praias sejam utilizadas de forma adequada", explica. 

A representante do Labomar relatou, ainda, que alguns tipos de obras de contenção do problema devem ser feitas com muito cuidado e planejamento, pois ao tentar amenizar a erosão em um local, de forma paliativa, outro que não sofre com o processo pode vir a sofrer. O maior impacto da erosão vai para aqueles que moram no entorno das praias ou tem comércio, pois o avanço do mar pode degradar os locais, como foi visto na ressaca do mar em Fortaleza durante o mês de março deste ano.

DN

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