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sábado, 16 de abril de 2016

Ceará receberá mais de R$ 400 mi em investimentos na rede de energia. Acaraú será beneficiado

O estado do Ceará receberá R$ 404,9 milhões em investimentos para ampliação da rede básica de energia elétrica. O valor foi garantido durante o leilão para novos empreendimentos de transmissão de energia, realizado na quarta-feira (13), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Todas as obras previstas para o Ceará foram leiloadas. O lote A, que estabelece obras para ampliação da rede básica no Ceará, Piauí e Maranhão, foi o maior do leilão e ficou com o Consórcio Transmissão do Brasil, formado pelas empresas FIP P2 Brasil Infraestrutura (99%) e FTRSPE 3 Empreendimentos e Participações S/A.

O Ceará deverá ampliar para 10 mil MW o potencial de escoamento de energia elétrica. A expansão da infraestrutura será possível com a construção de mais de 500 quilômetros de linhas de transmissão de 500 KV e 230 KV e duas novas subestações, nos município de Acaraú e Tianguá. Os equipamentos vão reforçar a rede básica de energia, permitindo instalação, principalmente, de futuros parques eólicos na região.

A previsão é de que as instalações entrem em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses, a partir da data de assinatura dos contratos de concessão. De acordo com o secretário-adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações, Renato Rolim, muitos projetos de geração eólica aguardam a expansão estrutural para se concretizar, já que hoje é baixa a disponibilidade de conexão para os novos empreendimentos.

“Com a garantia do escoamento de energia, poderemos prospectar investimentos da ordem de R$ 25 bilhões para novos empreendimentos de geração, possibilitando a criação de até 17 mil vagas de empregos no nosso estado”, afirma.

A construção das linhas de transmissão e das subestações é resultado da articulação do governador Camilo Santana, que conseguiu incluir no leilão desta quarta-feita os trechos que precisavam de ampliação no estado. “É fundamental antecipar essas obras, que nem tinham previsão para irem a leilão. Agora vamos fazer o acompanhamento para que os investimentos ocorram no prazo”, acrescenta Renato Rolim.

G1

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